Módulo 7: Bíblia 2 | O Cânon dos Livros Sagrados

Definição e conceito


‘Cânon’ é como se chama ao catálogo, à lista ou à biblioteca dos Livros Sagrados


Ao homem que, inspirado por Deus, escreveu um Livro sagrado, segundo os modos que acabamos de estudar, dá-se o nome de hagiógrafo. Portanto, as Sagradas Escrituras, que são Palavra de Deus – mas não são A Palavra de Deus em sentido estreito, porque esta é Jesus Cristo mesmo –, têm como Causa principal o próprio Deus e como causa instrumental o hagiógrafo, do qual Deus se serve.

    Os Livros sagrados são apresentados pela Igreja aos seus fiéis como “inspirados” e propostos a todos os homens como “fonte genuína e autêntica da Revelação”, sendo de fato, em certo sentido específico, sua fonte mais importante. A esta proposição feita pela Igreja, chama-se “canonicidade”, o que por óbvio não muda a natureza intrínseca dos Livros inspirados, mas formalmente distingue estes Livros de outros, especialmente aqueles que, por hipótese fossem propostos como tendo sido também inspirados pelo Espírito Santo.


O Cânon bíblico: nome e conceito


A palavra cânon vem do grego e significa “vara longa e reta”: trata-se de um caniço que na antiguidade se usava como régua, um instrumento de medida. O grego buscou essa palavra no termo assírio-babilônico kannu, que significa exatamente esse tipo de caniço comum, que nascia às margens de rios e lugares aquosos .

    Tal régua era usada principalmente pelos artífices em seus cálculos, nos projetos de carpintaria e também na construção civil em geral, assim como hoje se empregam os modernos instrumentos de medição. Mais além, à essa mesma palavra passou a se aplicar o significado de regra de vida.
Sabemos que no século IV d.C. o termo cânon já era empregado para significar a coleção dos Livros Sagrados dos católicos . Canônico é, pois, o Livro inspirado e proposto pela Igreja como tal, como regra de Fé para todos os homens.


Diferença entre canonicidade e Inspiração


 Vimos que um livro só pode ser chamado inspirado se foi escrito sob a Inspiração do Espírito Santo, tendo Deus como causa principal e o hagiógrafo como causa instrumental. A Inspiração precede, pois à canonicidade, e realmente prescinde dela. A canonicidade nada mais é do que a proposição de um Livro verdadeiramente inspirado a todos os fiéis, como regra inerrante da Fé, feita pela Igreja. O Livro assim proposto chama-se canônico.

A canonicidade supõe:

1º — o fato da Inspiração;

2º — uma Revelação formal e verdadeira;

3º — o testemunho da Igreja, que pode ser:

        a) explícito ou tácito;

        b) ordinário ou solene.


** A partir de nosso próximo módulo/fascículo, veremos em detalhes o desenvolvimento de tais questões, com a evolução do Cânon e seus critérios.

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